Aí você acorda e vê que precisa mudar. Não uma mudança qualquer. Algo que transforme sua vida. Que transforme seu ser. Altere convicções ultrapassadas, extirpe preconceitos. Torne passado o que já deveria sê-lo. Um novo presente está bem ali, um futuro diferente acena.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Dar lugar à generosidade, naquele espaço reservado ao egoísmo. Adornar sua natureza com a flexibilidade do eucalipto, e não com a rigidez do carvalho. Julgar menos, viver mais.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Enfim enxergar o que tanto relutou em ver. Deixar que a claridade entre pela janela de sua vida. Finalmente. A luz, onde havia névoas que você teimava em não deixá-las dissipar-se.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Aceitar as pessoas como elas são. Identificar suas próprias fragilidades e defeitos e tentar transformá-los em fortaleza e virtude. Cobrar menos. De si e dos outros. Viver mais. Viver melhor. Deixar que a vida o leve. Mas sem perder o controle do leme. Só não remar contra.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Ver que a luta nem sempre pode ser vencida. Antes é às vezes até pra ser perdida, porque pode não ser justa a sua vitória. Ou porque não haverá vitória. Nem derrota. Que a luta é inglória. Que você lutou em vão. Que sequer luta havia a ser lutada. Que a luta, você mesmo a criou.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Como você já acordou outras vezes, mas não mudou tanto quanto devia ou precisava mudar. Ou mudou o que pôde, o que conseguiu. Fez o seu melhor. Você finalmente vê que o tempo está passando. Que a vida passa, e não volta mais.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Aí você enxerga que precisa, realmente, acordar. Pra ver. E renascer. Ser melhor. Ser feliz. De novo.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Dar lugar à generosidade, naquele espaço reservado ao egoísmo. Adornar sua natureza com a flexibilidade do eucalipto, e não com a rigidez do carvalho. Julgar menos, viver mais.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Enfim enxergar o que tanto relutou em ver. Deixar que a claridade entre pela janela de sua vida. Finalmente. A luz, onde havia névoas que você teimava em não deixá-las dissipar-se.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Aceitar as pessoas como elas são. Identificar suas próprias fragilidades e defeitos e tentar transformá-los em fortaleza e virtude. Cobrar menos. De si e dos outros. Viver mais. Viver melhor. Deixar que a vida o leve. Mas sem perder o controle do leme. Só não remar contra.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Ver que a luta nem sempre pode ser vencida. Antes é às vezes até pra ser perdida, porque pode não ser justa a sua vitória. Ou porque não haverá vitória. Nem derrota. Que a luta é inglória. Que você lutou em vão. Que sequer luta havia a ser lutada. Que a luta, você mesmo a criou.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Como você já acordou outras vezes, mas não mudou tanto quanto devia ou precisava mudar. Ou mudou o que pôde, o que conseguiu. Fez o seu melhor. Você finalmente vê que o tempo está passando. Que a vida passa, e não volta mais.
Aí você acorda e vê que precisa mudar. Aí você enxerga que precisa, realmente, acordar. Pra ver. E renascer. Ser melhor. Ser feliz. De novo.
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Também postada no sítio Talentos Prosa e Poesia
Foto "Amanhecer em Maceió", por Alvimar Rodrigues, em http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=160&idfoto=44&t=&g=&p=95

